terça-feira, 1 de outubro de 2013

PRINCÍPIOS ESSENCIAIS DA VIDA CONSAGRADA







PRINCÍPIOS ESSENCIAIS DA VIDA CONSAGRADA


Temas
Princípios
Cânon
Vida Religosa
Conceito
-consagração;
- doação total de si;
- matrimônio;
- culto;
- caridade.
Cân. 607 § 1. A vida religiosa, enquanto consagração da pessoa toda, manifesta na Igreja o maravilhoso matrimônio estabelecido por Deus, sinal do mundo vindouro.Assim, o religioso consuma a doação total de si mesmo como sacrifício oferecido a Deus, pelo qual a sua existência toda se torna culto contínuo a Deus na caridade.

Instituto Religioso
- direito próprio;
- votos públicos;
- vida fraterna em comum
- separação do mundo
Cân. 607 § 2. O instituto religioso é uma sociedade, na qual os membros, de acordo com o direito próprio, fazem votos públicos perpétuos ou temporários a serem renovados ao término do prazo, e levam vida fraterna em comum.
§ 3. O testemunho público de Cristo e da Igreja, a ser dado pelos religiosos, implica a separação do mundo que é própria da índole e finalidade de cada instituto.
Vida Espiritual
Carisma e índole: devem ser preservados
Cân. 578 A mente e os objetivos dos fundadores, aprovados pela competente autoridade eclesiástica, no que se refere à
natureza, à finalidade, ao espírito e à índole do instituto, bem como suas sãs tradições, tudo isso constitui o patrimônio desse instituto e seja fielmente conservado por todos.
Conselhos evangélicos e organizar a vida  para tender a perfeição
Cân. 598. § 2. Todos os membros, porém, devem não só observar fiel e integralmente os conselhos evangélicos mas também organizar a própria vida de acordo com o direito próprio do instituto e tender assim à perfeição de seu estado.
Seguimento a Cristo de acordo com Evangelho expresso nas Constituições
Cân. 662 Os religiosos tenham como regra suprema da vida o seguimento de Cristo, proposto no Evangelho e expresso nas constituições do próprio instituto.
Contemplação e oração assídua
Cân. 663 § 1. A contemplação das coisas divinas e a união com Deus pela oração assídua seja o primeiro e principal dever de todos os religiosos.
Piedade
Participação diária da Santa Missa
Cân. 663 § 2. Os membros, quanto possível, participem todos os dias do sacrifício eucarístico, recebam o santíssimo Corpo de Cristo e adorem o próprio Senhor presente no Sacramento.
Leitura da Sagrada Escritura e Liturgia das Horas
Cân. 663 § 3. Dediquem-se à leitura da sagrada Escritura e à oração mental, celebrem dignamente a liturgia das horas de acordo com as prescrições do direito próprio, mantendo-se para os clérigos a obrigação mencionada no cân. 276 § 2, n. 3, e
façam outros exercícios de piedade.
cân. 276 § 2, n. 3 - os sacerdotes e os diáconos que aspiram ao presbiterado são obrigados a rezar todos os dias a liturgia das horas, de acordo com os livros litúrgicos próprios e aprovados; os diáconos permanentes, porém, rezem a parte determinada pela Conferência dos Bispos;
Culto à Virgem Maria
Cân. 663 § 4. Honrem, mediante culto especial, a Virgem Mãe de Deus, modelo e proteção de toda vida consagrada, também com o rosário mariano.
Retiro anual
Cân. 663 § 5. Observem fielmente os dias do retiro anual.
Exame de consciência
Cân. 664 Os religiosos se esforcem na sua própria conversão para Deus, façam também todos os dias o exame de consciência e se aproximem freqüentemente do sacramento da penitência.
Vida Comum
Vida Fraterna em comum sob um superior
Cân. 665 § 1. Os religiosos residam na própria casa religiosa, observando a vida comum, e dela não se afastem sem a licença de seu Superior.
- família em Cristo;
- auxílio mútuo na vivência da vocação;
- radicada na caridade
Cân. 602 A vida fraterna, própria de cada instituto, pela qual todos os membros se unem como numa família especial em Cristo, seja definida de tal modo, que se torne para todos auxílio mútuo para a vivência da própria vocação. Pela comunhão fraterna, porém, radicada e fundamentada na caridade, os membros sirvam de exemplo da reconciliação universal em Cristo.
Clausura
Reserva de parte da casa exclusiva aos religiosos
Cân. 667 § 1. Em todas as casas se observe a clausura
adequada à índole e à missão do instituto, de acordo com as determinações do direito próprio, reservando-se sempre uma parte da casa religiosa unicamente para os membros.
Hábito
Sinal de consagração e testemunho de pobreza
Cân. 669 § 1. Os religiosos usem o hábito do instituto
confeccionado de acordo com o direito próprio, como sinal de sua consagração e como testemunho de pobreza.
Ofícios externos
Obediência na aceitação de ofícios
Cân. 671 Sem a licença do legítimo Superior, o religioso não aceite encargos e ofícios fora do próprio instituto.
Formação
Formação espiritual, doutrinal e prática
Cân. 661 Por toda a vida, os religiosos continuem
diligentemente sua formação espiritual, doutrinal e prática; os Superiores proporcionem a eles meios e tempo para isso.
Cân. 279 § 1. Os clérigos continuem os estudos sagrados, mesmo depois de recebido o sacerdócio; sigam a sólida doutrina fundada nas Sagradas Escrituras, transmitida pelos antepassados e comumente aceita pela Igreja, conforme está fixada principalmente nos documentos dos Concílios e dos Romanos Pontífices, evitando profanas novidades de palavras e falsa ciência.
Governo
Superiores
Cân. 618 Os Superiores exerçam em espírito de serviço o seu poder, recebido de Deus pelo ministério da Igreja. Dóceis, portanto, à vontade de Deus no desempenho do cargo, governem seus súditos como a filhos de Deus, e promovam, com todo o respeito à pessoa humana, a obediência voluntária deles; ouçam-nos de bom grado e promovam a colaboração deles para o bem do instituto e da Igreja, mantendo-se, entretanto, firme sua autoridade de decidir e prescrever o que deve ser feito.
Cân. 620 Superiores maiores são os que governam todo o instituto,
Capítulo
Cân. 631 § 1. O capítulo geral, que detém a autoridade suprema num instituto, de acordo com as constituições, seja formado de tal modo que, representando todo o instituto, se torne verdadeiro sinal da sua unidade na caridade. Compete-lhe principalmente: tutelar o patrimônio do instituto, mencionado no cân. 578 e, de acordo com ele, promover adequada renovação, eleger o Moderador supremo, tratar questões mais importantes, e dar normas as quais todos são obrigados a obedecer.
Conselho
Cân. 627 § 1. De acordo com as constituições, tenham os Superiores o próprio conselho, de cujo auxílio usem no exercício do cargo.
Casa
Religiosa
Cân. 608 A comunidade religiosa deve habitar em casa legitimamente constituída, sob a autoridade do Superior designado de acordo com o direito
Votos
Profissão Religiosa
Cân. 654 Pela profissão religiosa os membros assumem, com voto público, a observância dos três conselhos evangélicos, consagram-se a Deus pelo ministério da Igreja e são incorporados ao instituto com os direitos e deveres definidos pelo direito.
Conselhos Evangélicos
Pobreza
Cân. 600 O Conselho evangélico da pobreza, à imitação de Cristo, que sendo rico se fez pobre por nós, além de uma vida pobre na realidade e no espírito, a ser vivida laboriosamente na sobriedade e alheia às riquezas terrenas, implica a dependência e a limitação no uso e na disposição dos bens, de acordo com o direito próprio de cada instituto.
Castidade
Cân. 599 O Conselho evangélico da castidade, assumido por causa do Reino dos céus e que é sinal do mundo futuro e fonte de maior fecundidade num coração indiviso, implica a obrigação da continência perfeita no celibato.
Obediência
Cân. 601 O Conselho evangélico da obediência, assumido com espírito de fé e amor no seguimento de Cristo obediente até à morte, obriga à submissão da vontade aos legítimos Superiores, que fazem as vezes de Deus quando ordenam de acordo com as próprias constituições.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

http://noticiascatolicas.com.br/os-religiosos-devem-cuidar-mais-do-carisma-que-das-obras.html


04/02/2013
Cardeal Braz de Aviz
Os religiosos devem cuidar mais do carisma que das obras
Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 04-02-2013, Gaudium Press) Um momento de transformação, renovação e retorno às origens. Assim descreve a situação atual da vida religiosa o Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para a Vida Consagrada, em palavras ditas a propósito do dia Mundial da Vida Consagrada.
Ele afirmou que enquanto na Asia, África e América Latina existe a necessidade de confirmar se todas as vocações que surgem são de boa fé; na Europa, Estados Unidos, Canadá e Austrália é necessário um empenho para voltar aos ensinamentos dos fundadores e reforçar a vida comunitária ainda que isso suponha diminuir o número.
Para o Cardeal, “O mais importante não são as obras. Mesmo que elas se desenvolvam muito, as obras são fruto de um carisma. Temos que estudar se trabalhando em tantas obras o carisma permanece. Porque, se o carisma não se mantém, as obras morrerão. É melhor diminuir as obras e que o carisma seja mantido. Ou seja, voltar à mensagem fundamental dos fundadores enfocada no Evangelho”.
O cardeal explica a importância de voltar às raízes e mostra que na história houve casos de congregações que tinham um só membro vivendo autenticamente sua missão e depois voltaram a ter 3.000 membros.
“Se não se tem como centro a graça pela qual nasceu a congregação, o carisma morrerá, se não se cuidar disso”, disse Dom João de Aviz.
Outro desafio apontado pelo cardeal foram as relações entre as Ordens Religiosas. É necessário que exista uma maior comunhão entre elas, disse.
O Prefeito da Congregação para a Vida Consagrada mostrou que “Na Igreja temos que aprender a ajudar nos. Se um carisma sofre, necessita de outro que está em uma boa situação que possa ajudar. Porém, em todos os sentidos: economicamente, na formação, nas vocações. Quantas coisas pode-se fazer juntos para ajudar-nos Às vezes estamos demasiados ilhados e isto nos traz dano!”.
Dom João Braz de Aviz disse ser mais importante a autenticidade da missão que o número de membros ou instituições. O Cardeal vê sinais de esperança ainda que haja muito trabalho para ser feito. (JS)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A mística cristã na contemporaneidade - Maria Clara Bingemer



A mística cristã na contemporaneidade - Maria Clara Bingemer



http://www.youtube.com/watch?v=U_O4tC0upjw

Maria Clara Bingemer é teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio. É autora de diversos livros, entre eles, ¿Un rostro para Dios?, de 2008, e A globalização e os jesuítas, de 2007. Escreveu também vários artigos no campo da Teologia.

Universidade Católica de Pernambuco. UNICAP

http://www.puc-rio.br/pibic/relatorio_resumo2011/Relatorios/CTCH/TEO/TEO-Yan%20Piorno.pdf

http://www.puc-rio.br/pibic/relatorio_resumo2009/relatorio/ctch/teo/mariana.pdf